A arquitetura é a sinergia entre a edificação e seus usuários

Eu não tenho paredes. Só tenho horizontes!

Mário Quintana

Sobre

Sabemos que os ambientes afetam as emoções humanas. “Sou o espaço onde estou”, dizia o poeta francês Noel Arnaud. Estando correto o poeta, posso arriscar uma dedução: se sou o lugar onde estou, este lugar pode, em certa medida, influenciar meu ser. Ora, sendo isto uma verdade, eis o desafio do nosso atelier: conceber lugares que acolham e espalhem o amor.

Ronei Costa Arquiteto

A casa é pro corpo o que o corpo é pra alma.

Túlio Borges

Nosso Método

Acreditamos que um bom projeto arquitetônico é aquele que é capaz de materializar o intangível, escondido no íntimo dos destinatários de nossas obras. Para isto, defino a nossa arquitetura em dois movimentos essenciais: o do mergulhador e o do alfaiate.

Um bom projeto começa com uma boa pergunta.

Anamnese

Os médicos para cuidar das pessoas começam com a anamnese, um procedimento que consiste numa minuciosa entrevista, por meio da qual se investiga a vida e o histórico do cliente/paciente.

Na arquitetura também fazemos a anamnese com aqueles que serão os destinatários da obra a ser edificada, seja uma casa, uma igreja, uma escola ou hospital. Enfim, somente será possível alcançarmos um bom projeto se as perguntas certas forem feitas e respondidas. Além disso, muitas respostas que fundamentam o fazer arquitetura advêm de outras linguagens, cabendo ao arquiteto a sensibilidade para captá-las e incorporá-las à matéria prima de seu trabalho. Trata-se de um exercício de escuta, no qual o arquiteto deve estar disponível para colher valiosas informações sobre o cotidiano, os costumes e hábitos daqueles que farão uso da edificação. Somente assim, será possível encontrar a simbiose ideal entre a edificação e seus usuários.

Depois disso, vem a técnica, o terreno, os materiais de construção, o conforto térmico e acústico da edificação, sua funcionalidade, mas tudo tem origem na adequada anamnese.

Um bom arquiteto é sempre um bom perguntador!

Cada um é filho de suas obras.

Sancho para Dom Quixote

Palavras dos nossos clientes

E meu delírio é a experiência com coisas reais.

Belchior

Baú do Arquiteto

Os povos da floresta

Nossos irmãos ameríndios, não foram adestrados nos moldes da sociedade ocidental. Para eles o trabalho é para a sua subsistência, de seus parentes e da tribo em geral. Trabalham para se alimentar, se vestir, ritualizar e se abrigar do sol e chuva. Não precisam estocar grandes quantidades de alimentos em celeiros imensos. Trabalham apenas para garantir sua vida e a vida da comunidade. Para os nativos da floresta não existe o sentido de “lucro”, sob o qual nós, povos dito civilizados, estamos submetidos, como um deus magno.

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Democracia e o Domínio da Necessidade

Semana passada o empresário bolsonarista Cássio Joel Cenali, divulgou um vídeo no qual ele próprio, enquanto doava refeições (marmitas) à populares vulneráveis, negou uma refeição à uma mulher, após ela respondendo à pergunta do empresário, afirmar que votaria no Lula. Segundo o empresário, a pessoa com aquela predileção política não deveria comer. Segundo ele, ou ela muda de opinião e de voto ou não terá mais acesso àquela doação. Pergunto: teria esta senhora condições de escolher?

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